sexta-feira, 14 de novembro de 2014

PF CONTRA PT

Saiu no DCM

A guerra fria da PF contra o PT



Postado em 14 nov 2014
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Coincidências acontecem, mas …
Mas a superoperação da Polícia Federal no caso Petrobras nesta manhã de sexta feira parece feita sob medida.
O estardalhaço tende a desviar as atenções das denúncias – frescas  e de alta relevância — sobre o comportamento brutalmente partidário dos delegados encarregados das investigações.
As informações sobre o antipetismo estrondoso dos delegados da PF colocaram uma sombra copiosa de dúvida sobre a qualidade das apurações da PF.
Ódio partidário influencia qualquer investigação. Inimigos são tratados com extremo rigor e amigos podem ser convenientemente engavetados caso alguma coisa comprometedora apareça.
O caso do Helicoca é exemplar: como a PF conseguiu não apurar nada, com tantas evidências? Como a ligação com os Perrellas, os donos do helicóptero, foi tão rapidamente descartada?
Aparentemente, a nova fase da operação Lava Jato assinala uma guerra fria entre a PF e o PT.
Há similitudes no comportamento da PF e da mídia. Grandes organizações jornalísticas, quando alguém as aborrece, costumam promover uma retaliação imediata na qual não são poupados os feridos.
A Globo é mestra nisso, mas está longe de ser um caso único.
Num mundo menos imperfeito, as coisas não seriam assim. Mas, no Brasil 2014, são.
A PF tem que ser reinventada. Tanto a PF como as polícias militares são, para usar a grande expressão de Brizola, filhotes da ditadura.
A mentalidade dominante ali é aquela segundo a qual a esquerda come criancinhas.
É o tipo de pensamento com o qual a imprensa, a Globo de Roberto Marinho à frente, intoxicou mentalmente os brasileiros na época dos militares.
As polícias brasileiras são dominadas por uma cultura, ou falta de cultura, de extrema direita.
É esta cultura que tem que ser enfrentada com disciplina, método – e rapidez.
Ou teremos sempre, na PF, investigações partidarizadas – e por isso suspeitas — quando, como no caso da Lava Jato, políticos estiverem de alguma forma envolvidos.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O PT TEM QUE MELHORAR MUITO PARA CONTINUAR A MERECER APOIO

Do Diário do Centro do Mundo. Neste artigo, faltou mencionar a política externa, que foi uma questão importante dos governos Lula e Dilma

Frei Betto: PT despolitizou país nestes 12 anos

Postado em 11 de novembro de 2014 às 8:39 am

De Frei Betto, num artigo na Folha:
A disputa presidencial se resumiu em um verbo predominante na campanha: desconstruir. Em 12 anos de governo, o PT construiu, sim, um Brasil melhor, com índices sociais “nunca vistos antes na história deste país”. Porém, como partido, houve progressiva desconstrução.
A história do PT tem seu resumo emblemático na fábula “A cigarra e a formiga”, de Ésopo, popularizada por La Fontaine. Nas décadas de 80 e 90, o partido se fortaleceu com filiados e militantes trabalhando como formigas na base social, obtendo expressiva capilaridade nacional graças às Comunidades Eclesiais de Base, ao sindicalismo, aos movimentos sociais, respaldados por remanescentes da esquerda antiditadura e intelectuais renomados.
No fundo dos quintais, havia núcleos de base. Incutia-se na militância formação política, princípios ideológicos e metas programáticas. O PT se destacava como o partido da ética, dos pobres e da opção pelo socialismo. À medida que alcançou funções de poder, o PT deixou de valorizar o trabalho da formiga e passou a entoar o canto presunçoso da cigarra. O projeto de Brasil cedeu lugar ao projeto de poder. O caixa do partido, antes abastecido por militantes, “profissionalizou-se”. Os núcleos de base desapareceram. E os princípios éticos foram maculados pela minoria de líderes envolvidos em maracutaias.
Agora, a cigarra está assustada. Seu canto já não é afinado nem ecoa com tanta credibilidade. Decresceu o número de sua bancada no Congresso Nacional. A proximidade do inverno é uma ameaça.
Mas onde está a formiga com suas provisões? Em 12 anos, os êxitos de políticas sociais e diplomacia independente não foram consolidados pela proposta originária do PT: “Organizar a classe trabalhadora” e os excluídos.
Os avanços socioeconômicos coincidiram com o retrocesso político. Em 12 anos de governo, o PT despolitizou a nação. Preferiu assegurar governabilidade com alianças partidárias, muitas delas espúrias, em vez de estreitar laços com seu esteio de origem, os movimentos sociais.
Tomara que Dilma cumpra sua promessa de campanha de avançar nesse quesito, sobretudo no que diz respeito ao diálogo permanente com a juventude, os sem-terra e os sem-teto, os povos indígenas e os quilombolas.
O PT até agora robusteceu o mercado financeiro e deu passos tímidos na reforma agrária. Agradou as empreiteiras e pouco fez pelos atingidos por barragens. Respaldou o agronegócio e aprovou um Código Florestal aplaudido por quem desmata e agride o meio ambiente.
É injusto e ingênuo pôr a culpa da apertada e sofrida vitória do PT nas eleições de 2014 no desempenho de Dilma.
Se o PT pretende se refundar, terá que abandonar a postura altiva de cigarra e voltar a pisar no chão duro do povo brasileiro, esse imenso formigueiro que, hoje, tem mais acesso a bens materiais, como carro e telefone celular, mas nem tanto a bens espirituais: consciência crítica, organização política e compromisso com a conquista de “outros mundos possíveis”.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

QUEM QUER FUGIR PARA MIAMI?

A coisa é mais complicada... Lá como cá os ricos querem é que os pobres se explodam. Do Tijolaço

Chiclete eu misturo com banana, Miami com Copacabana

10 de novembro de 2014 | 13:08 Autor: Fernando Brito
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Para a galera “coxinha” que anda sonhando com Miami e acha que nós, “esquerdistas desgraçados” ficamos contando mentiras sobre aquele paraíso dourado de felicidade, branquinho, limpinho e onde higienizaram a vida daqueles pobres inconvenientes, vai um recorte grátis de um veículo de comunicação “bacana”: o Huffington Post.
Traduzo, para os que não lêem o inglês.
Insegurança no Sul da Flórida: Cerca de um milhão de moradores não sabem de onde virá a próxima refeição.
Não chega para dar o que pensar?
Que tal o que diz a Forbes?
“Playground dos ricos e famosos, a cidade da Flórida passa por uma paralisante crise habitacional, tem uma das mais elevadas taxas de criminalidade do país, e seus habitantes passam horas demais no transporte todos os dias”,
Portanto, cuidado.
Vocês vão gastar um dinheirão e arriscam se ver em meio a um monte de pobres.
Para ajudar, deixo aqui o link de um mapa de dados interativos sobre quanto há de gente (eles são gente, ouviram?) vivendo abaixo da linha da pobreza.
Há bairros que superam em muito os níveis de pobreza das nossas favelas de Copacabana ou de Paraisópolis.
Dois terços vivendo abaixo da linha da pobreza.
Na cidade inteira, 35% vivem nessa situação.
Tem gente nos sinais, pedindo dinheiro. Em inglês, é verdade, mas pedindo.
Lamento informar, meninos, o mundo é global.
Pode ter muro para conter mexicanos na Califórnia (vocês não comemoraram tanto a queda daquele outro, ontem), ou “green card”  só para endinheirados,  mas não tem  mais jeito.
O mundo ficou pequeno demais para ser tão desigual.

POLÍTICA BRASILEIRA, UMA INTERPRETAÇÃO ATUAL

Será que haverá mobilização suficientemente ampla e organizada? A conferir. Artigo publicado no site Outras Palavras

A radicalização deles e a nossa

Participante da Ocupação  Santa Luzia, em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Participante da Ocupação Santa Luzia, em São Gonçalo, Rio de Janeiro
Derrotada nas urnas, direita reage contra PT e projeto de mudanças superficiais. Dilma contemporiza. E se entrarem em cena os movimentos sociais?
Por Guilherme Boulos
Acabou a batalha do segundo turno. Dilma foi reeleita para a presidência da República em votação apertada. Ao final, a vantagem no Norte e Nordeste foi suficiente para compensar a derrota em São Paulo e no Sul do país.
A campanha deste segundo turno foi marcada por uma polarização que não víamos desde 1989. Mas diferente de 1989 — quando Lula falava em suspender o pagamento da dívida pública e em fazer reformas estruturais — agora não estavam em jogo projetos políticos tão antagônicos.
O PT manteve desde 2003 as linhas mestras da política econômica tucana. O controle da inflação às custas de juros e câmbio sobrevalorizado, a política de superávit primário para pagamento da dívida e as concessões da infraestrutura nacional e da exploração de petróleo para grandes empresas privadas.
Na política, ambos governam alicerçados no que há de mais atrasado na sociedade brasileira. Ambos mantiveram o PMDB como eminência parda da política nacional.
O PT nem ensaiou nestes 12 anos levantar a bandeira das reformas populares — bloqueadas no país desde João Goulart. Reformas urbana e agrária, reforma tributária progressiva, reforma política e do sistema financeiro. Auditoria da dívida pública, desmilitarização das polícias e democratização das comunicações. Estas são as pautas populares e de esquerda para o Brasil. Alguém as viu nos últimos governos?
Porém, a disputa entre Dilma e Aécio foi extremamente polarizada, tendo a elite brasileira e todos os setores mais conservadores se alinhado com o candidato do PSDB. Por que isso, se as diferenças não são tão grandes assim?
Quem polarizou as eleições de 2014 foi a direita. Ao PT não interessava a polarização, afinal governou durante 12 anos com discurso de um pacto social, de que todos se beneficiariam. Mas os setores mais atrasados da sociedade brasileira -assanhadinhos desde o ano passado- resolveram tomar o antipetismo como razão de existência.
Na linha mais conservadora, construíram um discurso racista, antipopular e de ódio aos pobres. As manifestações pró-Aécio fizeram lembrar a Marcha da Família com Deus de 1964. Os protagonistas inclusive foram os mesmos: a classe média de São Paulo e a fina-flor da elite urbana brasileira.
Até dirigentes do PSDB entraram na onda. José Aníbal evocou Carlos Lacerda, o maior golpista da história da República, para dizer que, tomando posse, Dilma não poderia governar. FHC enterrou algum resquício de credibilidade intelectual -se é que tinha- com sua fala sobre o voto dos nordestinos. Dizem que o governo Dilma não terá legitimidade. Legitimidade para essa gente significa o apoio da classe média do Sudeste.
Mas o segundo turno acabou e o PT levou a fatura. A eterna turma do deixa-disso, liderada por Michel Temer, já começa a costurar a repactuação das forças políticas e o fatiamento do novo governo. Polarização foi até domingo, agora é hora da união republicana pela governabilidade.
Ledo engano! Agora é que vai começar a ficar interessante. Polarização política, quando levada ao sentimento popular, não se desmonta com facilidade. E a situação econômica exige decisões que não poderão ser tão conciliadoras.
É claro que a vontade de Dilma é recosturar alianças e fazer um governo de unidade. Deixou claro isso em seu discurso da vitoria. Mas ela sabe que o mar não está para peixe. O crescimento econômico refluiu e isto impacta no Orçamento. A ideia de governar para todos — com lucros recordes para os bancos e empresas e algumas melhorias para os trabalhadores — não se sustenta na nova conjuntura.
A hora é de decisões. Ou se tomam medidas impopulares — daquelas anunciadas com regozijo por Aécio Neves — ou se enfrenta o desafio de reformas populares. O modelo lulista de conciliação nacional dá sinais claros de esgotamento, pois está baseado na combinação de crescimento econômico com desmobilização social. Junho de 2013 e a polarização eleitoral de 2014 foram sintomas disso.
Evidentemente, seria ilusório acreditar que o PT resolverá, de uma hora para outra, fazer as transformações estruturais que tirou de sua agenda desde antes de 2002. Tem de prestar contas para a JBS Friboi e para a Odebrecht, para Katia Abreu e Renan Calheiros. Mesmo que desejasse, não teria condições de dar esta guinada.
Mas é aí que entra o terceiro turno. A polarização da classe média de direita nas ruas reascendeu o outro polo: os trabalhadores organizados. Aliás, desde junho de 2013 as lutas populares urbanas e as greves tiveram um crescimento expressivo e contínuo. Assim como a radicalização da direita, a crise do modelo de conciliação começa a produzir uma radicalização popular.
Nesse cenário, se Dilma começar 2015 com cortes orçamentários e ajuste de tarifas, ela pode pacificar a elite e a turma do PSDB, mas terá de enfrentar a mobilização das ruas.
Pela primeira vez nesses 12 anos de petismo criou-se um caldo que pode recolocar na agenda as reformas populares. Não deixa de ser sintomático que Dilma tenha mencionado o plebiscito pela reforma política em seu discurso de união nacional. As contradições estão pulsando. É claro que a construção desta agenda não se dará por iniciativa nem vontade do PT, mas pela polarização das ruas e pelo fim de um ciclo econômico.
Será o terceiro turno das lutas. Agora sim os grandes antagonismos da sociedade brasileira poderão entrar em jogo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

REIVINDICAÇÃO PELA LIBERDADE DE IMPRENSA

Do Tijolaço

Dilma vai cortar gastos. Comece pela mídia, presidenta!

6 de novembro de 2014 | 19:32 Autor: Fernando Brito
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O país permanece na ignorância do que disse a Presidenta Dilma Rousseff em sua entrevista “coletiva” aos jornalões, hoje à tarde.
Claro que não foi transmitida como foi feito com aqueles “sujos” blogueiros.
Dela, só sabemos o pequeno resumo, bem combinado, que O Globo, a Folha e o Estadão colocaram em seus sites.
E, claro, neles a presidenta só fala o que soou agradável.
O destaque é que ela vai colocar “sob uma lupa” os gastos do governo.
E cortar.
Muito bem, presidenta.
Este blog, modestamente, oferece uma sugestão de onde começar.
Pela mídia.
Tenho certeza que a Abril, a Globo, a Folha e o Estadão, tão preocupados com o déficit público e com as despesas públicas aplaudirão de pé  esta decisão.
Acho que farão editoriais de apoio e dirão que, como são a imprensa livre, não dependem de anúncios governamentais.
E, tenho certeza, vão, inclusive, se oferecer para veicular gratuitamente as campanhas de interesse público.
Eles vão encaixar isso como sua contribuição a uma imprensa livre, independente das verbas oficiais.
O amor é lindo….

FALA LUCIANA GENRO

Ao Diário do Centro do Mundo. Infelizmente, as primeiras iniciativas de Dilma parecem estar confirmando esta avaliação. Apenas discordei de Luciana não ter recomendado o voto em Dilma, que seria bem mais consistente em face da ameaça incomensuravelmente maior que a ascensão de Aécio e sua turma significariam para o patrimônio nacional, situação dos trabalhadores e pobres, e uma política externa voltada para os interesses nacionais.

“Dilma vai fazer exatamente o que ela dizia que Aécio iria fazer”: Luciana Genro fala ao DCM



"O PT está sangrando seu patrimônio político"
“O PT está sangrando seu patrimônio político”

Em quarto lugar na corrida presidencial, com 1,6 milhão de votos, Luciana Genro, do PSOL, marcou estas eleições ao colocar em pauta a taxação de grandes fortunas, o controle de preços e um combate mais profundo às iniquidades sociais no Brasil (sem contar a sova intelectual num ex-comediante).
Durante o segundo turno das eleições, a candidata recomendou que seu eleitorado não votasse em Aécio Neves, anulando o voto ou votando na outra candidata, a presidente Dilma Rousseff.
Luciana conversou com o DCM sobre a vitória de Dilma, o simbolismo por trás do segundo turno das eleições presidenciais e a formação do congresso mais conservador desde 1964.
Ocorreu de fato um embate entre a esquerda e a direita no segundo turno?
De forma simbólica sim, mas na prática o PT não é mais um partido de esquerda. Como dizer que é esquerda um partido que governa com figuras como Sarney, Collor, Renan Calheiros? Que faz a política econômica que garante os lucros mais exorbitantes do setor bancário? Que não promove nenhum avanço na luta das mulheres, dos LGBTs, além de chancelar a política de segurança ancorada na guerra aos pobres?
A esquerda ficou ao lado de Dilma, na sua avaliação?
O PSOL, que é o maior partido de esquerda coerente do Brasil, não se alinhou com Dilma. Nós rejeitamos Aécio, mas não nos comprometemos com Dilma. Avaliamos que o governo dela não foi e não será de avanços significativos. As pautas que eu vocalizei na campanha não foram e não serão levadas adiante por Dilma.
Como você avalia o resultado?
A oposição de direita não tem autoridade política para criticar o PT. Aécio denunciando a corrupção na Petrobrás é patético. O PSDB dizendo que vai defender os pobres é ridículo. Então venceu o mal menor, na visão da maioria do povo. Não tenho dúvida que os mesmos que comemoraram a vitória de Dilma vão sair às ruas em breve para lutar por mais direitos.
A pouca margem de votos demonstra que ela será uma presidente mais débil, mais refém dos partidos fisiológicos como o PMDB e que o PT está sangrando o seu patrimônio político cada vez mais. É na esteira de uma esquerda que abandonou suas bandeiras que a direita se fortalece. Por isso estamos construindo o PSOL para oferecer ao povo uma alternativa de esquerda coerente.
Foi prudente não manifestar um apoio explícito a Dilma?
Sim, foi muito correto. E o que está ocorrendo agora prova que estávamos certos. Uma semana depois das eleições o Banco Central aumentou a taxa de juros e especula-se que o Ministro da Fazenda virá do sistema financeiro. As posições de esquerda do governo são sazonais, isto é, só duram até o final do segundo turno.
Como você avalia a campanha do PT? 
Durante o primeiro turno, Vladimir Safatle escreveu um texto muito interessante abordando simbolicamente a “estação das cerejas vermelhas”. Ela dura o período da campanha eleitoral. Serve para dar discurso à candidata do PT, para polarizar com o PSDB, animar a militância e termina no dia seguinte ao segundo turno. Foi isso o que ocorreu. Uma campanha que não corresponde à postura do governo ao longo dos 12 anos que o PT governou e que não corresponde ao que vem pela frente.
O primeiro discurso de Dilma reeleita abordou a reforma política. Ela vai seguir a cartilha do que você chamou de “três irmãos siameses”?
Infelizmente não vejo que haverá mudanças de rumo. Ao contrário, a situação econômica é bem complicada e os “mercados” exigem ajuste. Dilma vai fazer exatamente o que ela dizia que Aécio iria fazer. Um ajuste nas costas do povo, para garantir superávit primário e seguir pagando os juros para os credores da dívida pública. Ela não tem disposição de enfrentar os interesses do capital financeiro, dos bancos e dos milionários.
Por isso não tem outra saída a não ser se render a eles. Aécio poderia ser pior, com um ajuste sem anestesia. Mas com Dilma o ajuste virá de qualquer forma. O plebiscito para a reforma política, uma proposta democrática que Dilma defendeu, já está sendo abandonado pelo PT diante da resistência do PMDB. Eles não têm disposição de lutar nem pelo que eles mesmos dizem defender.
Você sentiu algum avanço nas pautas LGBT?
Não acredito. Mas isso não significa que não possamos ter avanços. A mobilização e a pressão do movimento LGBT pode gerar conquistas. Mas, se depender do governo, a bancada fundamentalista vai continuar dando as cartas.
Deve-se temer a direita antipetista?
Medo, de jeito nenhum. A direita não é antipetista, ela é antipovo. Temos que enfrentá-los com muita coragem. Mas há setores do povo que são antipetistas e não são de direita. Estão indignados com as traições do PT e muitos acabam votando no PSDB para castigar o PT. A melhor forma de enfrentar este fenômeno é mostrar que existe uma oposição de esquerda, coerente e que não abandou a luta em defesa dos interesses da maioria.
Você não acha que a maioria dos eleitores de Aécio Neves eram antipetistas?
Talvez, mas como eu disse anteriormente, não necessariamente de direita. Houve o voto castigo contra o PT e também muita confusão política devido ao tempo que já passou desde que o PSDB governou.
O que acha da formação conservadora do Congresso?
O Congresso sempre foi conservador, pois ele é resultado de um processo eleitoral no qual o dinheiro manda. Mas a correlação de forças do Congresso muda quando há pressão externa. Eu vi isso muitas vezes como deputada. Por isso não devemos temer, mas sim organizar a luta pelas pautas progressivas e exigir do Congresso que as aprove. É possível obter vitórias, mesmo diante deste Congresso tão ruim. Para isso é preciso organizar a indignação e fazer pressão em todos.
O PSOL tem mais força hoje para cobrar o governo federal?
Com certeza, temos mais força. Não só por que temos mais deputados, mas também porque o povo enxergando a experiência com o PT e uma parte já vê o PSOL como alternativa. Dobramos a nossa votação para presidência em relação a 2010 e isso se deu com a expressão das Jornadas de Junho, ainda que de forma minoritária, durante o processo eleitoral.
As eleições são sempre uma expressão distorcida da realidade, mediadas pelo poder econômico e pela grande mídia. Por isso a correlação de forças não se decide só nas urnas, mas principalmente nas ruas. E tenho certeza que teremos grandes embates com os interesses do capital.
Como você enxerga a derrota de seu pai, o petista Tarso Genro, para Ivo Sartori, do PMDB?
Compreendo a frustração dos gaúchos, mas o PMDB não é e nunca será uma alternativa para melhorar a vida do povo. Por isso, no primeiro turno oferecemos uma alternativa de esquerda com a candidatura de Roberto Robaina do PSOL.
Você será candidata novamente em 2018? 
Se o PSOL quiser que eu seja novamente candidata a presidente, eu serei. Tenho disposição total, mas ainda é muito cedo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MONSANTO, BLACKWATER, BILL GATES

Copiado do Instituto João Goulart. Pedaços de informação sobre por onde vão os canais de poder no mundo (evidentemente o Brasil incluso). Scahill foi autor de um premiado documentário e livro sobre o Estado "anti" terrorista estadunidense.

Monsanto compró Blackwater, el mayor ejercito mercenario del mundo
 
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BWNARGENTINA – Si algo le faltaba a la nefasta corporación Monsanto era un ejercito oficial de asesinos a sueldo. Monsanto YA ES la corporación “Umbrella” de Resident Evil, pero en el mundo real. Controla el suministro de alimentos, comparte financistas con la industria farmacéutica y fabrica armas nucleares y biológicas. Así lo revela un reporte de Jeremy Scahill para The Nation donde expone que el ejército mercenario más grande del planeta, (conocido antes como Xe Services y, más recientemente, “Academi”).

El “servicio” criminal de inteligencia Blackwater fue vendido a la corporación transnacional Monsanto. Tras incontables denuncias internacionales por violaciones a la Ley, y habiendo adquirido fama por sus masacres de civiles en Irak y otros países, Blackwater cambió su nombre en el año 2009. No obstante, continua siendo el mayor contratista privado del Departamento de Estado de Norteamérica, como una agencia secreta de “servicios de seguridad” que practica terrorismo de Estado dándole al gobierno la posibilidad de negarlo.

¿Por qué las cacerolas no sirven?

Political Blind Spot denunció que: “Muchos agentes de la CIA y ex militares trabajan para Blackwater o compañías relacionadas, las cuales buscan desviar la atención de su mala reputación y obtener cuantiosos beneficios comerciales. Estos mercenarios venden sus servicios que van desde información ilegal hasta inteligencia de infiltración, lobbismo político y entrenamiento paramilitar – para gobiernos, bancos y corporaciones multinacionales. Acorde a Scahill, los negocios con Monsanto, Chevron, y gigantes financieros como el Barclays o el Deutsche Bank, se canalizan a través de dos empresas cuyo propietario es Erik Prince, dueño de Blackwater: Total Intelligence Solutions y Terrorism Research Center. Estos organismos comparten funcionarios y directores con Blackwater.

Uno de los directores llamado Cofer Black, quien se hizo famoso por su brutalidad como dirigente de la CIA, fue quien hizo contacto con Monsanto en el año 2008 siendo cabeza de Total Intelligence. Monsanto contrató sus servicios para espiar e infiltrar organizaciones de derechos humanos, de animales, y actividades anti-transgénicas (además de ejercer control sobre otras corporaciones biotecnológicas y farmacéuticas).

La corporación Monsanto no sólo asesina personas con sus productos químicos, sino también a balazos y mediante “accidentes”. Sus victimas son periodistas, activistas, políticos y cualquiera que suponga un obstáculo para sus planes de expansión. Al ser contactado por Scahill, el ejecutivo Kevin Wilson de Monsanto rehusó hacer comentarios, pero más tarde se confirmó a The Nation que Monsanto contrató a Total Intelligence durante 2008 y 2009, según la corporación “sólo para efectuar un seguimiento de información pública, de sus opositores”.

El ejecutivo de Monsanto también proclamó que Total Intelligence era una “entidad totalmente separada de Blackwater”. Pero Scahill tiene copias de correos electrónicos de Cofer Black, emitidos luego de la reunión con Wilson de Monsanto, donde se explica a otros ex agentes de la CIA, utilizando casillas de Blackwater, que la discusión con Wilson decantó en la suposición de que Total Intelligence se convirtió en “el brazo de inteligencia de Monsanto”, “para espiar activistas y otras acciones, como integrar legalmente a estos grupos”. Monsanto pagó a Blackwater 127.000 dólares en 2008 y $ 105.000 en 2009.
No resulta sorprendente que una corporación extensamente dedicada a la ciencia de la muerte como Monsanto, que se dedicó desde sus inicios a producir venenos tóxicos como el Agente Naranja, los PCB (bifenilos policlorados), pesticidas, hormonas, semillas modificadas genéticamente, e incluso la bomba atómica, se asocie con otra empresa de asesinos y mercenarios.

Los inicios de la relación Bill Gates y Monsanto

Casi simultáneamente con la publicación de este artículo en The Nation, la organización de agricultores orgánicos Vía Campesina reportó que la Fundación Bill y Melinda Gates compró 500.000 acciones de Monsanto, pagando más de $ 23 millones de dólares, lo cual es una acción que destruye la mascara de “filantropía” . Otra asociación entre criminales que no fue inesperada.

Bill Gates controla más de 90 por ciento del mercado de patentes en el mundo de la computación, además de promocionar y financiar campañas de vacunación para laboratorios genocidas, y siendo responsable de experimentación ilegal con fármacos en países subdesarrollados, mientras Monsanto controla el 90 por ciento del mercado mundial de semillas transgénicas y semillas comerciales a nivel global, habiendo fundado Pharmacia, hoy de Pfizer.

En otras palabras no existen peores monopolios en el sector industrial, ni tampoco tan vastos. La propia existencia de estas entidades implica que la Tierra es subyugada por un régimen financiero totalitario el cual es en si mismo niega el principio de “competencia de libre mercado”. Tanto Gates como Monsanto son extremadamente agresivos defendiendo sus monopolios mal habidos.

Siguiendo ordenes de la familia Rothschild, tanto Gates como Monsanto se dedican a destruir la agricultura orgánica en todo el mundo, lo cual tuvo inicio, principalmente, mediante la “Alianza para una Revolución Verde en África” ​​(AGRA), que operó como un caballo de Troya para privar a los campesinos africanos pobres de sus semillas tradicionales sustituyéndolas por semillas transgénicas. Para ello, la Fundación contrató a Robert Horsch en 2006, quien fuera director de Monsanto. Ahora Gates obtiene grandes ganancias obedeciendo las políticas de despoblación impulsadas por la banca sionista global.