Vejam a desfaçatez publicada na Economist. Do sakerlatam.blog

Bernhard do Moon of Alabama – 17 de julho de 2026
A revista The Economist, veículo de mídia britânico do clã bancário Rothschild, vem há muito tempo promovendo uma guerra contra a Rússia.
No entanto, a revista está preocupada, pois a população da Europa (Ocidental) não tem interesse em morrer por aqueles que lucram com tais conflitos.
Várias pesquisas na Europa revelaram que as pessoas não têm interesse em “defender seu país”, quando essa “defesa” é proposta para ocorrer no lado leste do rio Dnieper.
Os editores, portanto, convidaram uma acadêmica financiada pelos EUA para apresentar ideias sobre como os europeus podem ser levados à guerra.
Nathalie Tocci, professora titular da cátedra James Anderson na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade John Hopkins na Europa, aceitou o convite (arquivado):
OS LÍDERES EUROPEUS compreendem que o conflito está mais próximo do que nunca – daí o aumento acentuado nos orçamentos de defesa, conforme demonstrado na recente cúpula da OTAN em Ancara. […]
Desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022, os líderes europeus têm frequentemente expressado admiração pela resiliência ucraniana. Mas há algo mais por trás do espanto dos europeus: o medo de que eles próprios não demonstrem a mesma determinação. Isso não se deve a alguma coragem inerente aos ucranianos que falte aos europeus. Resumindo, trata-se das situações fundamentalmente diferentes – tanto física quanto psicologicamente – das nações em guerra e em paz. Será possível invocar na Europa o espírito necessário para dissuadir a guerra sem entrar de fato em uma?
A resposta da Sra. Tocci, como veremos, é “não!”
Segue-se um discurso pomposo de “ciência política” sobre o estado “lamentável” de populações que não estão dispostas a morrer em uma guerra distante que não lhes interessa nem um pouco.
A solução, então, é ignorar a vontade do povo, mas expandir a guerra até que ela se torne pessoalmente relevante para aqueles que ainda não estão envolvidos nela:
Uma maneira de endurecer as populações é enviar tropas para a Ucrânia. Há meses, uma coalizão europeia de países dispostos a agir vem elaborando planos para enviar uma “força de garantia/tranquilização” à Ucrânia após um cessar-fogo. Essas discussões não levaram a lugar nenhum porque uma trégua não está à vista.
Autoridades russas não deixaram dúvidas de que quaisquer forças estrangeiras na Ucrânia, sejam elas “forças de garantia” (garantia contra o quê, exatamente?) ou sob qualquer outra forma, serão consideradas hostis e estão destinadas a ser destruídas.
Mas fazer com que nossas tropas sejam destruídas, parece acreditar a Sra. Tocci, é exatamente o que é necessário para levar o resto do continente a uma guerra contra a única superpotência europeia (dotada de armas nucleares):
Uma força de tranquilização/garantia europeia, portanto, pouco ajudaria a Ucrânia. Mas mobilizá-la agora, antes de um hipotético cessar-fogo, poderia beneficiar a Europa, incentivando os cidadãos a desenvolver uma mentalidade que os preparasse melhor para a guerra. Sim, isso colocaria soldados europeus em risco – qualquer medida desse tipo enfureceria o Kremlin –, mas o continente já se encontra em um conflito híbrido, mesmo que muitos se recusem a reconhecê-lo.
Então, deveríamos colocar nossos “soldados em risco”, ou seja, fazer com que sejam mortos, para “beneficiar a Europa”? (De que “benefício”, em termos concretos, estamos falando?)
E provocar uma guerra sangrenta com muitos mortos e feridos não importa… porque já estamos sendo bombardeados por uma construção propagandística chamada guerra “híbrida”? (Tocci provavelmente se refere àqueles “drones russos” e “ataques híbridos” sobre Copenhague, que, como a revista The Economist relatou posteriormente , ninguém sequer tinha visto):
Em junho, a polícia dinamarquesa encerrou sua investigação, afirmando que não conseguiu confirmar a presença de drones, muito menos determinar quem os havia enviado.
Qual é, exatamente, Sra. Tocci, o “benefício” de ver seus irmãos serem mortos (arquivado)?
Se soldados europeus fossem destacados para a Ucrânia, isso traria a realidade para mais perto de casa. E talvez uma fração da coragem, humildade e criatividade da Ucrânia pudesse contagiar outras sociedades europeias. As tropas europeias não seriam colocadas em risco por pura generosidade, mas para ajudar a se preparar para a guerra – e impedir que ela se espalhasse para o resto do continente.
Ah – enviar soldados alemães, franceses e italianos à Ucrânia para matar russos “talvez” traria uma “realidade”, que hoje não existe, para cá? Isso impediria que a guerra “se espalhasse pelo resto da Europa”?
Então, soldados alemães, franceses e italianos enviados para matar soldados russos na Ucrânia dissuadiriam – e não provocariam – a Rússia de enviar mísseis Oreshnik, ou até mesmo mísseis nucleares maiores, para Berlim, Paris ou Roma? (Se você acredita nisso, por favor, entre em contato com o patrocinador da Sra. Tocci.)
Obviamente, isso não seria o caso.
Mas impedir uma guerra europeia de maiores proporções não é, como escreve a Sra. Tocci “a convite” da revista The Economist, o verdadeiro objetivo de tal empreendimento.
Sua preocupação é “incentivar os cidadãos a desenvolver uma mentalidade que os prepare melhor para a guerra”. Para isso, diz ela, deveríamos provocar uma guerra que certamente nos engoliria a todos.
Deixe-me encorajá-la, Sra. Tocci, a dar o exemplo nessa questão. O comandante-chefe ucraniano, o general – o carniceiro – Syrsky, certamente encontrará um papel adequado para você em um de seus regimentos de assalto.
Fonte: https://www.moonofalabama.org/2026/07/economist-lets-start-a-war-to-get-people-used-to-it.html

