Apreciei bastante a entrevista do professor Ildo Sauer, do IEE-USP, com Breno Altman sobre a história da energia nuclear no Brasil. Me esclareceu sobre várias questões, que eu desconhecia ou conhecia mal.
Uma faceta que não foi abordada em profundidade a meu ver foi o papel que tem sido exercido pelas diversas categorias de quintas colunas que agem no estado e na sociedade brasileiras em favor do(s) império(s) ao longo da história. Na realidade essa história tem sido modelada sempre sob a influência, muitas vezes decisiva, do império.
Esses agentes do império devem ser detectados, examinados e investigados. Suas formas de aglutinação, de motivação (suborno etc.), fontes de recrutamento pelo império – burocracias civis (incluindo judiciário e polícias) e militares, burguesia compradora, políticos. Eles são semelhantes a um exército de ocupação disfarçado.
Creio que enquanto não lidarmos com eles como o que são, não como meros desencaminhados nacionais, mas como inimigos infiltrados pagos e dirigidos desde fora, a luta por uma emancipação do país fica muito prejudicada. Consciência, denúncia, luta permanente na forma de movimento de resistência. Eles são traidores, devem ser denunciados, isolados, eventualmente destituídos de cargos públicos em que possam sabotar o país.
Sobretudo, eles devem ser enfrentados pelas pessoas e agrupamentos do campo progressista como fator de união de propósitos e de ação, para o que queremos agora e no futuro.
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